Há um momento, logo no início da celebração da Paixão do Senhor que me toca profundamente. O sacerdote entra em silêncio, prostra-se diante do altar despido, e a assembleia acompanha-o, em pé, também em silêncio. Não há palavras. Não há música. Não há gestos grandiosos. Só silêncio. Um silêncio denso, carregado de mistério. É como se o mundo inteiro prendesse a respiração diante do escândalo da...
