Mons. Luís Alfredo Keiling e a memória espiritana de Angola Angola, 1923. Mons. Luís Alfredo Keiling em visita às comunidades cristãs. Fotografia exposta na galeria principal do Seminário da Torre d’Aguilha. Encontrei-a quase por acaso, na galeria principal do Seminário da Torre d’Aguilha. Uma fotografia antiga, discreta, talvez facilmente esquecida por quem passe depressa. Mas havia nela...
ETTY HILLESUM: ESCREVER ESPERANÇA QUANDO O ANO MUDA NO CAMPO
Na passagem de ano, o tempo parece suspender-se. Fazem-se balanços, alimentam-se expectativas, deseja-se que o calendário traga consigo uma espécie de redenção automática. Mas há momentos da história em que o ano muda sem promessas, sem ilusões, sem futuro visível. O inverno de 1942 para 1943, no campo de trânsito de Westerbork, na Holanda ocupada pelos nazis, foi um desses momentos. Foi ali que...
JOANA D’ARC
A CHAMA QUE NÃO SE APAGA No alvorecer de 30 de maio de 1431, uma jovem de 19 anos subia ao cadafalso na Praça do Velho Mercado, em Rouen. O ar era frio, o céu encoberto e o fogo preparava-se para consumir o corpo de quem acreditava cumprir uma missão divina. Chamava-se Jeanne d’Arc — Joana, filha de camponeses de Domrémy, uma aldeia perdida entre os campos e os bosques da Lorena francesa. Quando...
ABBÉ PIERRE: A FRATERNIDADE COMO VERBO
A VIDA DE UM HOMEM QUE FEZ DA CARIDADE UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA O contrário da miséria não é a riqueza. É a partilha. Abbé Pierre Perdura na memória de França a voz de um padre magro, de barba desalinhada e olhar firme, que, em pleno inverno de 1954, interrompeu a rotina do país para dizer, sem rodeios: “Há gente a morrer de frio; é preciso agir.” Chamava-se Henri Marie Joseph Grouès, nascido em...
