Na passagem de ano, o tempo parece suspender-se. Fazem-se balanços, alimentam-se expectativas, deseja-se que o calendário traga consigo uma espécie de redenção automática. Mas há momentos da história em que o ano muda sem promessas, sem ilusões, sem futuro visível. O inverno de 1942 para 1943, no campo de trânsito de Westerbork, na Holanda ocupada pelos nazis, foi um desses momentos. Foi ali que...



